Não consigo me expressar
oratoriamente, o escrever me deixa mais perto de mim! Talvez, pela liberdade
que me traz; pela suavidade que me beija; pela inventividade que carrega. A
minha alma parece saltar; a lua que me lembra nós dois, se resume a solidão; a
poesia, o que seria ponto de intersecção, parece não me encantar. No momento,
somente a solidão me acolhe, a tristeza chega perto, o não-falar me consome; os
meus dedos correm, correm, as músicas disparam, meu estômago dói. Acompanho sem
perceber o canto dos grilos, ouço até uma formiga caminhando. Mas não sinto meu
caminhar. Fico brechando o sol vir. Só horizonto estrelas se derretendo. Ou
será meus olhos?
Neste descompasso
compreensível, não compreendo! Não me deixo compreender, muito menos me amar.
Os símbolos parecem não fazer sentido. A alegria resolveu descansar, e deixar
de prontidão a angústia, sofrimento. Talvez sentir o caminho não percorrido.
Deixo-me não ir...

Deixei-me não ir... De repente no meio da alegria entopercida de carnaval eu tava alí com saudade de quem eu não quis ser . Uma onda desregular doeu em mim e senti vontade de escreVER, pra entender mais aquela onda salgada. Mas não escrevi. não queria lembrar dela nunca mais... (só que agora eu escrevi) =P
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