quinta-feira, 6 de março de 2014

Escre(ver)




Não consigo me expressar oratoriamente, o escrever me deixa mais perto de mim! Talvez, pela liberdade que me traz; pela suavidade que me beija; pela inventividade que carrega. A minha alma parece saltar; a lua que me lembra nós dois, se resume a solidão; a poesia, o que seria ponto de intersecção, parece não me encantar. No momento, somente a solidão me acolhe, a tristeza chega perto, o não-falar me consome; os meus dedos correm, correm, as músicas disparam, meu estômago dói. Acompanho sem perceber o canto dos grilos, ouço até uma formiga caminhando. Mas não sinto meu caminhar. Fico brechando o sol vir. Só horizonto estrelas se derretendo. Ou será meus olhos?

Neste descompasso compreensível, não compreendo! Não me deixo compreender, muito menos me amar. Os símbolos parecem não fazer sentido. A alegria resolveu descansar, e deixar de prontidão a angústia, sofrimento. Talvez sentir o caminho não percorrido. Deixo-me não ir...

Um comentário:

  1. Deixei-me não ir... De repente no meio da alegria entopercida de carnaval eu tava alí com saudade de quem eu não quis ser . Uma onda desregular doeu em mim e senti vontade de escreVER, pra entender mais aquela onda salgada. Mas não escrevi. não queria lembrar dela nunca mais... (só que agora eu escrevi) =P

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