quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ser Tão





Sertão do Rio Grande do Norte, Parelhas.



Pulsa, pulsa aquela acolhida do sertão!
Ser tão intenso o caramelizado pôr-do-sol.
Perco-me no cheiro de terra molhada.
O verde da flora reluz diante do en(canto) dos pássaros.
Não consigo distinguir o camaleão no olhar caatingueiro.

A pausa para o café transitório.
De repente, os goles se confundem com pamonha, queijo de coalho assado, nata.
Lógico, acompanhado sempre das melhores palestras e a marca forte de fraternidade.

Lá, bem ali, o brotamento do amor.
Vem a lua, tímida e vigorante, enaltecendo entre as serras.
Uma pausa é precisa, simplesmente para senti-la.
Ô quanta luz, quanto mistério.
Nas suas escondidas brincais com as nuvens, só me acompanhava o cantar do catavento.
As nuvens resolveram captar a beleza celestial.

Qualquer descrição não será suficiente para a belezura sentida!
Maravilha, só assim me debruço na (in)completude.

Radiante, o sertão se encontra em mim!

sábado, 2 de agosto de 2014

(Des)invento




Parabólica é casa de passarinho.
Macarrão são minhocas que comemos.

Talvez se brincássemos de viver, o sol seria a luz que respeitaríamos ao se pôr!

Meu apito gorjeia e brota borboletas.
O rodo lá da minha avó é cavalinho saltitando.

Talvez se brincássemos de viver, as estrelas seriam nossa escuridão.

O muro lá de casa é o mundo, para molecada que nele vive.
Faço dos becos, um caminho para minhocão!

Talvez se brincássemos de viver, o luar seria ponto marcado para o amar.

Um balde é a cabeça do meu robô favorito, que se chama Ser Humano!
A panela de barro com jerimum dentro, sempre é um vulcão em erupção.
O cheiro verde do sertão, o aconchego da minha família.
E as obras de saneamento da cidade?
Ixi, nossos melhores brinquedos!

É, talvez se brincássemos de viver, existiria mais criança em nós!