| Sertão do Rio Grande do Norte, Parelhas. |
Pulsa, pulsa
aquela acolhida do sertão!
Ser tão intenso
o caramelizado pôr-do-sol.
Perco-me no
cheiro de terra molhada.
O verde da flora
reluz diante do en(canto) dos pássaros.
Não consigo
distinguir o camaleão no olhar caatingueiro.
A pausa para o
café transitório.
De repente, os
goles se confundem com pamonha, queijo de coalho assado, nata.
Lógico,
acompanhado sempre das melhores palestras e a marca forte de fraternidade.
Lá, bem ali, o
brotamento do amor.
Vem a lua,
tímida e vigorante, enaltecendo entre as serras.
Uma pausa é
precisa, simplesmente para senti-la.
Ô quanta luz,
quanto mistério.
Nas suas
escondidas brincais com as nuvens, só me acompanhava o cantar do catavento.
As nuvens
resolveram captar a beleza celestial.
Qualquer descrição
não será suficiente para a belezura sentida!
Maravilha, só
assim me debruço na (in)completude.
Radiante, o
sertão se encontra em mim!
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