sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Outros olh.ares

E que a necessidade de suportar o coti(dia)no seja sempre motivo para (re)inventar, viver, (des)aprender, e degustar as melhores performances infantis! Que os nossos novos anos possibilite reflexão, movimento, vida, aconchegos rastejantes e encontros potentes!!!

Com açúcar, com afeto.




Nasci para o infinito...
Preencher pequenormes vazios!
Vazios de vida!
(Re)inventar vida? (Des)construir pragmatismos?
Inventar!
Brincar!
(Arte)sã.nar...
Quanta vida existe entre as poesias, no coti.dia.ano rotineiro, quanta vida!
Dinami(cidade).
Despropositadamente, encontros com um canto de en(canto).
Degustemos o pôr-do-sol...
Vivemos nos alimentando do luar!
E sempre nos lambuzemos nas guloseimas da poe(cia)!

Eita, terá limite?


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Loucura por desnecessidades

desnecessidade

Fins de ano muitos recorrem à solidariedade, amizade, laços estreitos, também desfeitos; muitos cegos para maioria dessas ações, poucos memoram para os atos em eventos da vida diária. Todavia, exalam beijos, abraços, carinhos, afetos desaguados. Interessante, procura-se ajudar ao próximo, e pouco ajudamos a quem está ao nosso lado, bem visível na cegueira habitual.

Lógico, os que não comungam do pensamento, minimamente, serão taxados. Ué, mas se o que gosto de sentir são esses atos cotidianamente; e pouco brota isso na maioria do ano. Gentileza é visto por gente lesa miudamente. Engraçado, atos tão miúdos e efeitos tão maiúsculos. E fins de ano é assim, vou me envolvendo, vou me encontrando, felizmente satisfeito broto risos, abraços, poesias, beijos, afetos. É uma sensação tão enérgica, simbiótica. Pres@s, hospitalizad@s, tod@s correm para ‘casas’. Afinal, pouco mais de uma semana o marasmo ressurge, acompanhado do egoísmo, da individualidade, da invisibilidade da solidariedade em eventos corriqueiros. Ué, será que é a mesma gente? Gente como a gente? Ou gente por gente? Não, não, gente por cima de gente em filas, hospitais, prisões, escolas. Calma, a mesma gente?

E o processamento de tudo isso emperra nos meus pensamentos. Demoro a entender a mudança brusca para o bem repentino. Mansamente a ferocidade do mal flui. Incrivelmente incrível. Os dias correm, nem sequer notamos em lembrar do próximo; é muita coisa para tomar conta, realoque! E vai crescendo, crescendo a realocação de amor, afeto, união, solidariedade, percebidos como desnecessários.

É, talvez pouco entenda toda essa minha vontade de amar, se encontrar, beijar, abraçar. Alguns afirmam que sobrevivo de abraços. Vou realocando muitas desnecessidades como prioridades. Talvez justifique a minha loucura afetiva, me impulsionando para “amar e mudar as coisas”. Tenho dito, “me interessa mais”.