sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Ali(mente)-se!



Para não cair no esquecimento! Alimente-se...

Com açúcar, com afeto.

Breno Lincoln Diniz.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Outros olh.ares

E que a necessidade de suportar o coti(dia)no seja sempre motivo para (re)inventar, viver, (des)aprender, e degustar as melhores performances infantis! Que os nossos novos anos possibilite reflexão, movimento, vida, aconchegos rastejantes e encontros potentes!!!

Com açúcar, com afeto.




Nasci para o infinito...
Preencher pequenormes vazios!
Vazios de vida!
(Re)inventar vida? (Des)construir pragmatismos?
Inventar!
Brincar!
(Arte)sã.nar...
Quanta vida existe entre as poesias, no coti.dia.ano rotineiro, quanta vida!
Dinami(cidade).
Despropositadamente, encontros com um canto de en(canto).
Degustemos o pôr-do-sol...
Vivemos nos alimentando do luar!
E sempre nos lambuzemos nas guloseimas da poe(cia)!

Eita, terá limite?


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Loucura por desnecessidades

desnecessidade

Fins de ano muitos recorrem à solidariedade, amizade, laços estreitos, também desfeitos; muitos cegos para maioria dessas ações, poucos memoram para os atos em eventos da vida diária. Todavia, exalam beijos, abraços, carinhos, afetos desaguados. Interessante, procura-se ajudar ao próximo, e pouco ajudamos a quem está ao nosso lado, bem visível na cegueira habitual.

Lógico, os que não comungam do pensamento, minimamente, serão taxados. Ué, mas se o que gosto de sentir são esses atos cotidianamente; e pouco brota isso na maioria do ano. Gentileza é visto por gente lesa miudamente. Engraçado, atos tão miúdos e efeitos tão maiúsculos. E fins de ano é assim, vou me envolvendo, vou me encontrando, felizmente satisfeito broto risos, abraços, poesias, beijos, afetos. É uma sensação tão enérgica, simbiótica. Pres@s, hospitalizad@s, tod@s correm para ‘casas’. Afinal, pouco mais de uma semana o marasmo ressurge, acompanhado do egoísmo, da individualidade, da invisibilidade da solidariedade em eventos corriqueiros. Ué, será que é a mesma gente? Gente como a gente? Ou gente por gente? Não, não, gente por cima de gente em filas, hospitais, prisões, escolas. Calma, a mesma gente?

E o processamento de tudo isso emperra nos meus pensamentos. Demoro a entender a mudança brusca para o bem repentino. Mansamente a ferocidade do mal flui. Incrivelmente incrível. Os dias correm, nem sequer notamos em lembrar do próximo; é muita coisa para tomar conta, realoque! E vai crescendo, crescendo a realocação de amor, afeto, união, solidariedade, percebidos como desnecessários.

É, talvez pouco entenda toda essa minha vontade de amar, se encontrar, beijar, abraçar. Alguns afirmam que sobrevivo de abraços. Vou realocando muitas desnecessidades como prioridades. Talvez justifique a minha loucura afetiva, me impulsionando para “amar e mudar as coisas”. Tenho dito, “me interessa mais”.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Muito adulto para pouca criança!

A vida de adulto é cruel, maçante, sempre uma correria. Nunca param para ir à casa de fulano, de sicrano; é tanto fulano e sicrano que vão se perdendo pelo caminho.
É uma luta para conseguir juntar tod@s @s seus/suas melhores amig@s. É, eles não entendem o quanto isso é essencial na vida de muit@s, ou melhor, de tod@s! Será que fingem entender?

Vida de adulto é muito chata...

Acordar as tantas horas da manhã,
com a única preocupação: escolher qual desenho assistir!
Passar o dia de pijama, distante das grandes burocracias que nos cercam.
Aperreio de encontrar o amigo no esconde-esconde,
aperreio distante dos fins econômicos.
Pego fila para comprar os doces mais disputados da confeitaria!
Simplesmente um real, vira uma docelândia.
Minha única obrigação: realizar as tarefas da escola....
Hoje, na intersecção do mundo adulto,
observo como a vida de adulto é ruim.
Acordar mal humorado, sem contemplar o sol...
Passar o dia basicamente composto, próximo às burocracias de vida!
Sem muita companhia interessante, minimamente uma conversa de como tá o tempo...
Aperreio econômico, como se a economia fosse seu modo de existir!
Muito chata, vida de adulto.
Que as nossas crianças não desapareçam nunca de dentro de nós!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Des(aprender)

O que pensar duma educação bancária? Feliz em nos ensinar questionamentos, posicionamentos, pensamentos fixos, inertes, conservadores, e por que não fajuto de uma realidade pouco conhecida por muitos, ou melhor, fingem desconhecer! Aprendo nas aulas de histórias que pessoas simplesmente entraram na nossa casa e colonizaram, tá ali o fruto de uma miséria em potencial; muitos acreditam que a mudança jamais é possível, devido ao fato consensual! É, não aprendo nas aulas de histórias perguntas (reflexivas) simples, porém, de pouca ação e efeito na vida bancária de tod@s. O porquê da colonização? Porque não a reação d@s nativ@s? O que vem por trás de tudo isso? Mera especulação sensível, algo muito pouco valorizado nesse ambiente (mundo) que habito; inclusive, classificação puramente sensitiva para as mulheres, de preferência. Mulheres, sensibilidades, homens, grosseria; meramente, vou afirmando o machismo nas práticas cotidianas e ‘inatas’ ao Homem. Momento algum questionamos os interesses primordiais de uma bio(política)logia. Ah, lógico, descobriram-inventaram uma indústria da ‘cura’, olha só. Muit@s tem acesso somente porque possuem capital. Naturalizo as formas do existir com a ciência, chamada carinhosamente por mim nas décadas dos anos 90. Não me apresentam a (trans)cendência do existir, pelo contrário, você anda assim, se veste assim, porque você é homem e ela mulher. Não inventem de querer gostar do rosa, e ela do azul, permanentemente proibido. Ouviu? E já viram né? Ouvíamos! Atrelado a isso, vou aprendendo todo o arcabouço teórico cartesiano (e porque não positivista) da física newtoniana, e o fascínio da física clássica, de Einstein, visto por mim como algo complicado, impossível, chato, viajoso e só está aí para atrapalhar. A química me apresenta a necessidade de ambientes isolados para o aprendizado, sempre visitávamos os melhores laboratórios de cientistas, e nunca visitávamos uma ‘casa’ dum artesã(o). Ai chega a geografia naturalizando essa merda de mundo simplista, em algo mais simplista ainda. O mundo é uma bola, cheia de água, terra, pessoas, bichos, prédios, tribos, disputa, poder, dinheiro, economia, lua, estrelas. Pedem por uma reformulação no ato do ensinar, ai desconsideram Paulo Freire, sujeito nunca visto nos meus onze anos de prática educativa bancária (consideremos o ciclo estudantil esperado por tod@s nós). A única formulação: colocar nos problemas resolutivos da matemática, histórias de vidas dissimuladas e medíocres! Por exemplo, Zé Bicho pediu ao Bicho Homem mais conscientização para problemas simples demais de resolver, traçar a tangente da pouca vergonha duma maioria expressiva de gente em se conformar com o que lidamos aqui! Tá bom, o inglês vem, bagunça tudo, e mal podemos brincar com o português, porque é visto como sério demais por adultos! Brinc.ar com as palavras? Não, você basicamente estará surtado. Ai posso voltar lá para o começo-meio do escrito, e perceber que a ‘cura’ ainda é objetivo de muit@s. Por trás disso tudo, não via a concepção política clara, determinada, e jurava que iria conseguir construir um mundo servil, onde os que podiam simplesmente comandava, e os autores principais, aqueles da labuta diária, ofuscad@s! Covardemente, silenciad@s. Eu, lógico, acreditava numa possível neutralidade, onde o bem compensatório bastava. E quando me deparo com essa complexidade de mundo, de gente, de pessoas, de vida, de existir, de amar, de estudar, de viver, percebo que muito tenho a (des)aprender!!!!