quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Ao meu amigo, Manoel de Barros







Talvez me console na eternidade de sua poesia;
na eternidade da sua desforma de escrever;
na eternidade de me contagiar pelos rastejos do chão;
na eternidade de lembrar a necessidade brincante.

Diante lágrimas,
vejo que elas são capazes de encher ruas, riachos,
e isso provocará felicidade brincante.
Talvez aí encontre aconchego.
Talvez no seu encontro com Bernardo, felicidade seja o único propósito. 

Talvez aí encontre aconchego.
A única certeza de tudo: sua eternidade no viver, agir, compreender poeticamente o incompreensível.

(In)final,
na dimensão infinita do amar,
(a mor)te!



terça-feira, 16 de setembro de 2014

Amem sem (há)sento

Ocupa Nise 2014. Engenho de Dentro pra fora, Rio de Janeiro-RJ.



A tristeza se encontra com o tédio.
Nesse encontro o amor brotou!
Cheio de ou e até a próxima,
sem nunca terem se encontrado
A esperança logo chegou.
Dessa, brotou a dor!
A saudade logo encosta,
assim que a eternidade chegou.
O resultado inacabado,
na união ficou.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Ser Tão





Sertão do Rio Grande do Norte, Parelhas.



Pulsa, pulsa aquela acolhida do sertão!
Ser tão intenso o caramelizado pôr-do-sol.
Perco-me no cheiro de terra molhada.
O verde da flora reluz diante do en(canto) dos pássaros.
Não consigo distinguir o camaleão no olhar caatingueiro.

A pausa para o café transitório.
De repente, os goles se confundem com pamonha, queijo de coalho assado, nata.
Lógico, acompanhado sempre das melhores palestras e a marca forte de fraternidade.

Lá, bem ali, o brotamento do amor.
Vem a lua, tímida e vigorante, enaltecendo entre as serras.
Uma pausa é precisa, simplesmente para senti-la.
Ô quanta luz, quanto mistério.
Nas suas escondidas brincais com as nuvens, só me acompanhava o cantar do catavento.
As nuvens resolveram captar a beleza celestial.

Qualquer descrição não será suficiente para a belezura sentida!
Maravilha, só assim me debruço na (in)completude.

Radiante, o sertão se encontra em mim!

sábado, 2 de agosto de 2014

(Des)invento




Parabólica é casa de passarinho.
Macarrão são minhocas que comemos.

Talvez se brincássemos de viver, o sol seria a luz que respeitaríamos ao se pôr!

Meu apito gorjeia e brota borboletas.
O rodo lá da minha avó é cavalinho saltitando.

Talvez se brincássemos de viver, as estrelas seriam nossa escuridão.

O muro lá de casa é o mundo, para molecada que nele vive.
Faço dos becos, um caminho para minhocão!

Talvez se brincássemos de viver, o luar seria ponto marcado para o amar.

Um balde é a cabeça do meu robô favorito, que se chama Ser Humano!
A panela de barro com jerimum dentro, sempre é um vulcão em erupção.
O cheiro verde do sertão, o aconchego da minha família.
E as obras de saneamento da cidade?
Ixi, nossos melhores brinquedos!

É, talvez se brincássemos de viver, existiria mais criança em nós!

sábado, 21 de junho de 2014

(A mor)te





Lembrança do voar de um amigo passarin!


Morro, sou borboleta.
Morro, viro um pássaro;
no seu mais alto voo, deslembro que fui finito.
Morro, sou uma serpente;
de repente, rastejo nas insignificâncias do viver.

Vivo, na liberdade dos melhores jardins.
Vivo, no voar das mais belas paisagens.
Vivo, em cada ser que habitava em mim.

Morrer será viver?
Viver será morrer?
Na dimensão infinita do amar,

(a mor)te!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Siá!





Grito de paz!
Silenciosamente gritando,
fortemente fraco.
Pétala nascente, dentro um infinito.

Vazio pequenez, enormemente pôr-do-sol!
Brotamento singelo de amorrr.

Em caminhos cruzantes no rastejo,
fazemos voar peixes.
Borboletas nadam, pássaros divagam.
Devagar, correm raposas.

Apressadamente caminho sobre o orvalho.
Faço do luar, oitos deitados e sendo puxados para o além!
Lugares caleidoscopiais,
ressurgem sertões cobertos de mar!


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sent(ir)








Sinto-me vazio!
Transbordo solidão...
Não consigo socialização nem com o silêncio dos peixes.
O mundo (a)parece vir até mim,
só sinto angústias.
Peço as cadeiras que me escondam!
Eu não estou aqui.
Desencontro-me com a lógica do funcionar humano,
não resisto aos vazios desnecessários.
Solitário, me deixe ir...