sábado, 2 de agosto de 2014

(Des)invento




Parabólica é casa de passarinho.
Macarrão são minhocas que comemos.

Talvez se brincássemos de viver, o sol seria a luz que respeitaríamos ao se pôr!

Meu apito gorjeia e brota borboletas.
O rodo lá da minha avó é cavalinho saltitando.

Talvez se brincássemos de viver, as estrelas seriam nossa escuridão.

O muro lá de casa é o mundo, para molecada que nele vive.
Faço dos becos, um caminho para minhocão!

Talvez se brincássemos de viver, o luar seria ponto marcado para o amar.

Um balde é a cabeça do meu robô favorito, que se chama Ser Humano!
A panela de barro com jerimum dentro, sempre é um vulcão em erupção.
O cheiro verde do sertão, o aconchego da minha família.
E as obras de saneamento da cidade?
Ixi, nossos melhores brinquedos!

É, talvez se brincássemos de viver, existiria mais criança em nós!

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